O Monitor Saúde e Clima nas Eleições analisou os 13 planos de governo dos candidatos à Presidência e aos governos dos estados de São Paulo (6), Rio Grande do Sul (7) e Maranhão (8).
O resultado é um balanço individual de cada plano, que traz para o leitor todos os trechos que endereçam, de alguma forma, os temas tratados por esta pesquisa.
Este material tem caráter estritamente técnico e apartidário e não constitui propaganda ou recomendação de voto.
Por que as mudanças climáticas afetam a saúde
As mudanças climáticas afetam a saúde porque alteram as condições em que vivemos. Ondas de calor, secas e enchentes causam mortes, traumas e sobrecarregam o SUS.
Temperaturas mais altas e chuvas irregulares ampliam o território de mosquitos como o Aedes aegypti, levando a dengue a novas regiões e por quase todo o ano.
As queimadas e a queima de combustíveis fósseis poluem o ar com material particulado fino agravando doenças respiratórias e cardiovasculares, sobretudo em crianças, idosos e populações de baixa renda.
Quais candidatos foram avaliados
Foram avaliadas as propostas registradas no Tribunal Superior Eleitoral até 22 de setembro, para a eleição presidencial e para as disputas aos governos de SP, RS e MA.
Todas as candidaturas com planos disponíveis no TSE até a referida data foram consideradas, incluindo aquelas em análise pelo Tribunal e com recursos cabíveis. As candidaturas são apresentadas com os mesmos nomes que devem aparecer nas urnas.
Por que escolhemos SP, RS e MA
São Paulo: Com mais de 44 milhões de habitantes, é o estado mais populoso do Brasil, concentrando cerca de 21% da população nacional (IBGE, 2023). Essa densidade amplifica os impactos das ilhas de calor urbanas e da poluição atmosférica, tornando-o laboratório ideal para avaliar mitigação e adaptação urbana.
Rio Grande do Sul: Em maio de 2024, o estado sofreu inundações históricas, potencializadas pela sinergia entre mudanças climáticas antropogênicas e o El Niño (Clarke et al., 2026; Marengo et al., 2024), com colapso hospitalar, rodovias interrompidas e surtos de leptospirose.
Maranhão: Localizado na transição Amazônia-Cerrado, registrou o maior número absoluto de focos de calor do Brasil em 2025 (INPE, 2026). A exposição crônica a material particulado fino (MP2,5) eleva morbidade respiratória e cardiovascular, testando a integração entre mitigação e saúde.
Como classificamos os trechos encontrados
Os quatro
temas analisados
A metodologia considera uma varredura de palavras relacionadas a quatro grandes temas:
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Mitigação climática
O que reduz emissões de gases de efeito estufa, como transição energética, baixo carbono e descarbonização
Exemplos
- descarbonização
- transição energética
- gases de efeito estufa
- mercado de carbono
-
Adaptação e eventos extremos
O que lida com secas, enchentes, calor e desastres, e com a preparação para eles
Exemplos
- enchentes
- desastres
- resiliência
- Defesa Civil
-
Poluição do ar
O que trata da qualidade do ar e da emissão de poluentes
Exemplos
- poluição do ar
- poluentes
- qualidade do ar
- ar limpo
-
Impactos do clima na saúde
Trechos que ligam clima, eventos extremos ou poluição do ar a um dano à saúde afirmado no próprio texto. Não há palavras exclusivas.
Exemplos
- calor extremo → mortes
- enchentes → doenças
- fumaça → problemas respiratórios
- poluição do ar → internações
Explore as propostas por candidatura
Clique nos nomes dos candidatos e confira os trechos classificados pela pesquisa
Quais seriam
os parâmetros
para um plano
de governo
ideal?
Apresentamos Matrizes de Avaliação para distinguir compromissos genéricos de políticas públicas, integradas e orientadas pela ciência